Biblioteca Brasiliana, composta pela coleção do bibliográfo José Mindlin e sua esposa, Guita, foi doada à Universidade de São Paulo e conta com um acervo de 17.000 títulos ou 40.000 volumes. Os títulos incluem obras de literatura brasileira e portuguesa, relatos de viajantes, manuscritos históricos e literários (originais e provas tipográficas), periódicos, livros didáticos e científicos, iconografia (estampas e álbuns ilustrados) e livros de artistas (gravuras). Todos estão sob curadoria da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária, da USP, até a conclusão da construção do prédio da biblioteca.
Enquanto o prédio da não fica pronto, quem tiver curiosidade de ver alguns dos livros pode entrar no site da Brasiliana Digital. Só para citar alguns dos autores, já estão disponíveis livros de Castro Alves, José de Alencar, Augusto dos Anjos, Aloísio Azevedo, Lima Barreto e Machado de Assis.
Vale lembrar que, além de serem clássicos da literatura brasileira, alguns dos livros digitalizados também fazem parte da lista de leitura obrigatória de vestibulares.
Mostrando postagens com marcador conhecimento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador conhecimento. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 19 de maio de 2010
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Ensino na USP é prejudicado pela greve dos funcionários
Greve dificulta acesso a obras indicadas por professores
Funcionários da Universidade de São Paulo entraram em greve na manhã de hoje, dia 05 de maio, buscando aumento salarial de RS 200,00 fixo, além de 16% de reajuste. Segundo o Sindicato dos Funcionários da USP (Sintusp), houve uma quebra da isonomia no início deste ano, quando os professores receberam aumento salarial de 6% e os funcionários não tiveram nenhum benefício. Por enquanto, os professores não deram indicativo de greve. A situação deve ser discutida no próximo dia 11, em reunião de todos os setores com a Reitoria.
A greve afeta a circulação de ônibus internos da USP dentro dos campi, atividades laboritoriais, atividades administrativas e a utilização das bibliotecas. Com isso, os estudantes estão tendo dificuldades para conseguir os textos a serem lidos em sala de aula ou por indicação dos professores. Se não estiverem no xerox, não há como realizar a leitura. Há obras raras e publicações especiais que não podem ser compradas e, mesmo se pudessem, a idéia de comprar todos os livros requisitados é economicamente inviável.
Espera-se que na reunião entre Reitoria, Professores e Funcionários, marcada para o dia 11 de maio, a questão seja debatida e todas as partes entrem em um consenso, impedindo assim que os estudantes saiam prejudicados e os benefícios aos funcionários, tendo fundamento o pedido, sejam concedidos.
Funcionários da Universidade de São Paulo entraram em greve na manhã de hoje, dia 05 de maio, buscando aumento salarial de RS 200,00 fixo, além de 16% de reajuste. Segundo o Sindicato dos Funcionários da USP (Sintusp), houve uma quebra da isonomia no início deste ano, quando os professores receberam aumento salarial de 6% e os funcionários não tiveram nenhum benefício. Por enquanto, os professores não deram indicativo de greve. A situação deve ser discutida no próximo dia 11, em reunião de todos os setores com a Reitoria.
A greve afeta a circulação de ônibus internos da USP dentro dos campi, atividades laboritoriais, atividades administrativas e a utilização das bibliotecas. Com isso, os estudantes estão tendo dificuldades para conseguir os textos a serem lidos em sala de aula ou por indicação dos professores. Se não estiverem no xerox, não há como realizar a leitura. Há obras raras e publicações especiais que não podem ser compradas e, mesmo se pudessem, a idéia de comprar todos os livros requisitados é economicamente inviável.
Espera-se que na reunião entre Reitoria, Professores e Funcionários, marcada para o dia 11 de maio, a questão seja debatida e todas as partes entrem em um consenso, impedindo assim que os estudantes saiam prejudicados e os benefícios aos funcionários, tendo fundamento o pedido, sejam concedidos.
sábado, 1 de maio de 2010
Ministério de Ciência e Tecnologia promove debate sobre inovações na área
A 4a Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Informação pretende estimular debates e consolidar propostas sobre políticas de Estado na área, tendo em vista o Desenvolvimento Sustentável do país. A proposta é unir os âmbitos federal, estadual e municipal no desenvolvimento das políticas públicas, incluindo a sociedade civil no debate. Segundo o convite enviado pelo Ministério, como a intenção é desenvolver uma agenda estretégica para o futuro do Brasil, a participação efetiva de representantes dos órgãos públicos, empresários, comunidade científica e organizações da sociedade civil. é fundamental.
O encontro será em Brasília, entre os dias 26 e 28 de maio. Inscrições podem ser realizados até dia 14 de maio, no site da Conferência ( http://www.cgee.org.br/cncti4/index.php?option=com_content&view=article&id=236&Itemid=117 ), e precisam ser confirmadas via e-mail. Na programação, constam plenárias sobre educação, desigualdade e inclusão social, desenvolvimento e agenda empresarial.
Maiores informações no site: http://www.cgee.org.br/cncti4/
O encontro será em Brasília, entre os dias 26 e 28 de maio. Inscrições podem ser realizados até dia 14 de maio, no site da Conferência ( http://www.cgee.org.br/cncti4/index.php?option=com_content&view=article&id=236&Itemid=117 ), e precisam ser confirmadas via e-mail. Na programação, constam plenárias sobre educação, desigualdade e inclusão social, desenvolvimento e agenda empresarial.
Maiores informações no site: http://www.cgee.org.br/cncti4/
European Research Council ministra palestra para pesquisadores interessados em intercâmbio
O European Research Council ministrará palestra sobre Bolsas de Alto Nível para jovens pesquisadores e pesquisadores confirmados, buscando informar professores, pesquisadores e estudantes de pós-graduação de oportunidades no exterior. A palestra acontecerá na Biblioteca central César Lattes, na UNICAMP, dia 12 de maio as 10 da manhã. O palestrante é o Prof. Dr. Alain Peyraube.
De acordo com o site, o ERC é uma fundação voltada para o financiamento de pesquisas e para o desenvolvimento do conhecimento, incentivando pesquisadores à irem além das divisões disciplinares e trangredirem as soluções pré-estabelecidas e aceitas pela comunidade científica. Partindo do objeto de pesquisa e das análises "bottom-up", a intenção é buscar soluções para os problemas partindo dos dados e não necessariamente do pensamento teórico estabelecido.
Para participar, é preciso confirmar presença por e-mail, enviando para:
mobilidade_estudantil@reitoria.unicamp.br .
Maiores informações no site: http://erc.europa.eu/index.cfm
De acordo com o site, o ERC é uma fundação voltada para o financiamento de pesquisas e para o desenvolvimento do conhecimento, incentivando pesquisadores à irem além das divisões disciplinares e trangredirem as soluções pré-estabelecidas e aceitas pela comunidade científica. Partindo do objeto de pesquisa e das análises "bottom-up", a intenção é buscar soluções para os problemas partindo dos dados e não necessariamente do pensamento teórico estabelecido.
Para participar, é preciso confirmar presença por e-mail, enviando para:
mobilidade_estudantil@reitoria.unicamp.br .
Maiores informações no site: http://erc.europa.eu/index.cfm
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Site voltado para aprendizagem de idiomas pode auxiliar professores
Site de Cursos Gratuitos apresenta áudios, ditados, exercícios e diversos materiais que podem ser adaptados para o uso em sala de aula, além de servirem como suporte para os alunos treinarem a língua em casa. Apesar do site estar em francês, há também material para ensino de outras línguas, como Alemão, Espanhol, Inglês, Italiano, Neerlandês, Japonês, Latim e Provençal e testes de cultura geral e matemática.
A vantagem do site é apresentar aúdios para treino de pronúncia e links com os diferentes significados de cada palavra utilizada.
Sabe-se que uma das funções do professor de idiomas é conhecer o sistema da língua a ser ensinada, reconhecendo os diferentes significados construídos em cada contexto social, registro e gênero textual. O conteúdo e a forma como ele é apresentado aos alunos, no entanto, deve ser adaptado às condições de sala de aula, à cada turma e às necessidades e interesses de cada um. O site deve ser visto, assim, apenas como uma ferramenta de auxílio para o ensino de língua estrangeira, sendo analisado e, possivelmente, utilizado de forma crítica pelo professor.
A vantagem do site é apresentar aúdios para treino de pronúncia e links com os diferentes significados de cada palavra utilizada.
Sabe-se que uma das funções do professor de idiomas é conhecer o sistema da língua a ser ensinada, reconhecendo os diferentes significados construídos em cada contexto social, registro e gênero textual. O conteúdo e a forma como ele é apresentado aos alunos, no entanto, deve ser adaptado às condições de sala de aula, à cada turma e às necessidades e interesses de cada um. O site deve ser visto, assim, apenas como uma ferramenta de auxílio para o ensino de língua estrangeira, sendo analisado e, possivelmente, utilizado de forma crítica pelo professor.
Marcadores:
aula,
conhecimento,
conteúdo,
língua
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Universidades permitem acesso a aulas e palestras gratuitas
Parece ser uma tendência entre as universidades estrangeiras permitir o acesso, via internet, à conteúdos de sala de aula, palestras, discussões. Segundo o New York Times, a primeira a publicar os vídeos e aúdios foi a Massachusets Institute of Technology. Apesar de ter acesso, na maioria das vezes os internautas não recebem certificado por participação nos cursos.
Depois da iniciativa do MIT, surgiu um consórcio, o OpenCourseWare Consortium, para estimular outras universidades a fazer o mesmo. Cada uma pode escolher o conteúdo e as áreas privilegiadas (astrologia, estudos de gênero, psicologia ou artes).
Enquanto algumas faculdades permitem o acesso ao conteúdo por meio do próprio site, outra fonte possível é o portal do youtube,youtube.com/edu carregado com vídeos de Stamford e Cambridge, por exemplo.
No Brasil, a primeira a participar foi a Fundação Getúlio Vargas, com assuntos voltados para gestão empresarial e metodologia, além de capacitação de professores. Caso o aluno queira um certificado de conclusão de curso, é possível realizar uma prova.
obs: A informação foi dada pela Folha de São Paulo dessa quarta-feira, com texto baseado em informações do New York Times.
Depois da iniciativa do MIT, surgiu um consórcio, o OpenCourseWare Consortium, para estimular outras universidades a fazer o mesmo. Cada uma pode escolher o conteúdo e as áreas privilegiadas (astrologia, estudos de gênero, psicologia ou artes).
Enquanto algumas faculdades permitem o acesso ao conteúdo por meio do próprio site, outra fonte possível é o portal do youtube,youtube.com/edu carregado com vídeos de Stamford e Cambridge, por exemplo.
No Brasil, a primeira a participar foi a Fundação Getúlio Vargas, com assuntos voltados para gestão empresarial e metodologia, além de capacitação de professores. Caso o aluno queira um certificado de conclusão de curso, é possível realizar uma prova.
obs: A informação foi dada pela Folha de São Paulo dessa quarta-feira, com texto baseado em informações do New York Times.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Reflexão Póstuma
Outro dia escrevi o texto abaixo no meu outro blog (tomei a liberdade de colocar o link também), mas estava lendo e achei o tom da escrita um pouco pretencioso demais. E, durante a leitura, me ocorreu que essa pretensão toda vinha da falta de dizer algo mais importante do que simplesmente corroborar com uma política elitista, faltava defender a democratização de acesso à educação de línguas estrangeiras. Vamos ao texto:
Yes, I speak! Oui, je parle! Si, yo hablo!
Publicado em 26/09/09 no blog Uma abelha ferro(o)u minha campainha
(http://abelhanacampainha.blogspot.com/)
Outro dia tive uma discussão sobre o uso de estrangeirismos na língua portuguesa, no meio de uma das minhas aulas de mestrado. A questão girava em torno um pouco do papel do linguista, da globalização e da multiplicação dos cursos de inglês. Até que chegamos no tal projeto de Lei do Aldo Rebelo (arquivado, ainda bem), que previa penalidades para os brasileiros que pronunciassem palavras de outras línguas que não o português, e as opiniões foram ficando um pouco mais aciradas.
Usar certas expressões é questão de poder. Falar outras línguas é questão de poder social, econômico e cultural. E, como língua em uso diz tudo como a forma como nos posicionamos perante os outros, eu estava mais do que certa de que cada usuário/falante tem liberdade para fazer da sua boca, da sua língua e da cara/face/persona social o que bem entender. Ninguém controla a boca alheia, por mais que existam penalidades envolvidas. Mas, pensando na preservação da cultura popular e na língua portuguesa, uma professora logo começou a falar que a utilização dos estrangeirismos tinha que ser questionada e debatida e as pessoas deviam ter consciência dos usos. Embora ela tenha se posicionada de forma um pouco nacionalista demais, tentando dizer que o português brasileiro era castiço, a verdade é que a posição que ela tentava defender (um pouco desastradamente) fazia sentido. Será que nós temos consciência de todos os bombardeios culturais e das mudanças que sofremos com a globalização? Não deveríamos ser um pouco mais críticos?
Pois bem, faltou dizer que, enquanto política linguística, o fato de alguém saber falar inglês ou francês acaba sendo um diferencial excludente, porque em um país de desigualdades o acesso às escolas de línguas estrangeiras são diferenciados por classes sociais. Quanto à questão do acesso, e essa argumentação remonta às aulas do mestrado "Globalização e Saber Local", me refiro também ao fato de muitos alunos não entenderem muito bem qual a razão de se estudar inglês ou espanhol, por mais que esteja no currículo. Será que está faltando marketing para todos comprarem a idéia? Ou o marketing vai fazer com que o discurso seja meramente repetido (como já acontece), mas não necessariamente assimilado? Quais seriam as melhores estratégias para incluir e engajar alunos das mais diferentes perfis sócio-econômicos e culturais em atividades necessárias em um mundo globalizado?
Ficam as perguntas em aberto, para quem quiser elaborar o raciocínio. Eu ainda estou ruminando...
Yes, I speak! Oui, je parle! Si, yo hablo!
Publicado em 26/09/09 no blog Uma abelha ferro(o)u minha campainha
(http://abelhanacampainha.blogspot.com/)
Outro dia tive uma discussão sobre o uso de estrangeirismos na língua portuguesa, no meio de uma das minhas aulas de mestrado. A questão girava em torno um pouco do papel do linguista, da globalização e da multiplicação dos cursos de inglês. Até que chegamos no tal projeto de Lei do Aldo Rebelo (arquivado, ainda bem), que previa penalidades para os brasileiros que pronunciassem palavras de outras línguas que não o português, e as opiniões foram ficando um pouco mais aciradas.
Usar certas expressões é questão de poder. Falar outras línguas é questão de poder social, econômico e cultural. E, como língua em uso diz tudo como a forma como nos posicionamos perante os outros, eu estava mais do que certa de que cada usuário/falante tem liberdade para fazer da sua boca, da sua língua e da cara/face/persona social o que bem entender. Ninguém controla a boca alheia, por mais que existam penalidades envolvidas. Mas, pensando na preservação da cultura popular e na língua portuguesa, uma professora logo começou a falar que a utilização dos estrangeirismos tinha que ser questionada e debatida e as pessoas deviam ter consciência dos usos. Embora ela tenha se posicionada de forma um pouco nacionalista demais, tentando dizer que o português brasileiro era castiço, a verdade é que a posição que ela tentava defender (um pouco desastradamente) fazia sentido. Será que nós temos consciência de todos os bombardeios culturais e das mudanças que sofremos com a globalização? Não deveríamos ser um pouco mais críticos?
Pois bem, faltou dizer que, enquanto política linguística, o fato de alguém saber falar inglês ou francês acaba sendo um diferencial excludente, porque em um país de desigualdades o acesso às escolas de línguas estrangeiras são diferenciados por classes sociais. Quanto à questão do acesso, e essa argumentação remonta às aulas do mestrado "Globalização e Saber Local", me refiro também ao fato de muitos alunos não entenderem muito bem qual a razão de se estudar inglês ou espanhol, por mais que esteja no currículo. Será que está faltando marketing para todos comprarem a idéia? Ou o marketing vai fazer com que o discurso seja meramente repetido (como já acontece), mas não necessariamente assimilado? Quais seriam as melhores estratégias para incluir e engajar alunos das mais diferentes perfis sócio-econômicos e culturais em atividades necessárias em um mundo globalizado?
Ficam as perguntas em aberto, para quem quiser elaborar o raciocínio. Eu ainda estou ruminando...
Marcadores:
conhecimento,
educação,
língua,
linguagem,
linguistica aplicada
Assinar:
Postagens (Atom)