Outro dia, na aula de Fonética, os alunos começaram a perguntar para professora coisas como:
1) Como posso aplicar em sala de aula os conhecimentos de fonética e fonologia, morfologia e sintaxe que são apresentados na faculdade? Ou seja, para que serve saber de Linguística no cotidiano do professor?
2) De que forma o conhecimento linguístico pode ser transmitido aos alunos? Como ensinar sintaxe e escrita usando as diferentes visões de linguagem e descrições da língua (gramática normativa, gramática de usos, gramática descritiva, gramática funcionalista, gramática sistêmico-funcional, etc.)?
Como o assunto dá pano para manga, ainda mais na USP que não tem um departamento de Linguística Aplicada, as respostas não foram satisfatórias e todos entraram em um consenso de que deveria haver uma disciplina que ensinasse o que fazer com os conhecimentos linguisticos e o ensino de português, ou mesmo qualquer outra língua estrangeira. Também tocamos no assunto de que tais coisas deveriam ser discutidas na aula de Didática, mas que o atual programa dessa disciplina dá conta, apenas, de informar as diferentes linhas teóricas sobre ensino.
Fiquei pensando cá com os meus botões que, se essas questões fossem fáceis de ser resolvidas, ninguém estaria depois fazendo mestrado e doutorado, tentando resolver as mesmas dificuldades e lidando com os mesmos tipos de problema.
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quarta-feira, 19 de maio de 2010
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
As Polêmicas Aulas de Religião
Uma das coisas mais cafonas da PUC é que existem aulas de religião. Confesso que tenho um senão com aulas que envolvam a temática religiosa, mas simplesmente porque acho que muita gente não sabe a distinção entre aula e pregação. Tive um ano dessas aulas: um semestre com um professor, que foi praticamente exorcizado do Jornalismo depois que passou pela nossa sala, e no segundo semestre outro.
Um das polêmicas com a aula é que faz muito tempo que a PUC é frequentada por católicos, agnósticos, ateus, judeus, umbandistas, presbiterianos e evangélicos. Tem até Bola de Neve. Enquanto a temática religiosa está restrita ao âmbito filosófico, tudo flui bem e certas questões parecem bem interessantes. Mas vai sempre depender da abordagem dada pelo professor.
O tal do professor de primeiro semestre resolveu ensinar o que era a religião católica e defender os preceitos das encíclicas, dos discursos papais. Muito retrógrado!O livro dele servia de base para discussão, mas ele insistia em tratar de temas polêmicos como aborto, uso de camisinhas e anticoncepcionais e etc. Sempre tentando cooptar pessoas a acreditar, ou pelo menos comprar, a argumentação do catolicismo. Uma vez ele até falou que aspessoas não deveriam usar camisinha ou qualquer outro método anticoncepcional porque isso ia contra as leis divinas. Os jornalistas cri-cris que estavam na sala estavam sempre caindo de pau em tudo o que o professor falava (eu era uma delas) e, depois de muita luta verbal, ele resolveu que era melhor mudar de curso. Fazia sentido...
No segundo semestre, o professor tratou de temas como: a orientalização da crença, mélange e sincretismo religioso, por quê as pessoas tem fé. Muito mais interessante, sem grandes conflitos. Metade das pessoas tinha perdido o interesse na disciplina, mas participava esporadicamente da aula. A outra metade nunca fez esforço nenhum para participar e resolveu que era melhor se concentrar em conseguir nota no trabalho de fim de semestre. Acontece...
Um das polêmicas com a aula é que faz muito tempo que a PUC é frequentada por católicos, agnósticos, ateus, judeus, umbandistas, presbiterianos e evangélicos. Tem até Bola de Neve. Enquanto a temática religiosa está restrita ao âmbito filosófico, tudo flui bem e certas questões parecem bem interessantes. Mas vai sempre depender da abordagem dada pelo professor.
O tal do professor de primeiro semestre resolveu ensinar o que era a religião católica e defender os preceitos das encíclicas, dos discursos papais. Muito retrógrado!O livro dele servia de base para discussão, mas ele insistia em tratar de temas polêmicos como aborto, uso de camisinhas e anticoncepcionais e etc. Sempre tentando cooptar pessoas a acreditar, ou pelo menos comprar, a argumentação do catolicismo. Uma vez ele até falou que aspessoas não deveriam usar camisinha ou qualquer outro método anticoncepcional porque isso ia contra as leis divinas. Os jornalistas cri-cris que estavam na sala estavam sempre caindo de pau em tudo o que o professor falava (eu era uma delas) e, depois de muita luta verbal, ele resolveu que era melhor mudar de curso. Fazia sentido...
No segundo semestre, o professor tratou de temas como: a orientalização da crença, mélange e sincretismo religioso, por quê as pessoas tem fé. Muito mais interessante, sem grandes conflitos. Metade das pessoas tinha perdido o interesse na disciplina, mas participava esporadicamente da aula. A outra metade nunca fez esforço nenhum para participar e resolveu que era melhor se concentrar em conseguir nota no trabalho de fim de semestre. Acontece...
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Reflexão Póstuma
Outro dia escrevi o texto abaixo no meu outro blog (tomei a liberdade de colocar o link também), mas estava lendo e achei o tom da escrita um pouco pretencioso demais. E, durante a leitura, me ocorreu que essa pretensão toda vinha da falta de dizer algo mais importante do que simplesmente corroborar com uma política elitista, faltava defender a democratização de acesso à educação de línguas estrangeiras. Vamos ao texto:
Yes, I speak! Oui, je parle! Si, yo hablo!
Publicado em 26/09/09 no blog Uma abelha ferro(o)u minha campainha
(http://abelhanacampainha.blogspot.com/)
Outro dia tive uma discussão sobre o uso de estrangeirismos na língua portuguesa, no meio de uma das minhas aulas de mestrado. A questão girava em torno um pouco do papel do linguista, da globalização e da multiplicação dos cursos de inglês. Até que chegamos no tal projeto de Lei do Aldo Rebelo (arquivado, ainda bem), que previa penalidades para os brasileiros que pronunciassem palavras de outras línguas que não o português, e as opiniões foram ficando um pouco mais aciradas.
Usar certas expressões é questão de poder. Falar outras línguas é questão de poder social, econômico e cultural. E, como língua em uso diz tudo como a forma como nos posicionamos perante os outros, eu estava mais do que certa de que cada usuário/falante tem liberdade para fazer da sua boca, da sua língua e da cara/face/persona social o que bem entender. Ninguém controla a boca alheia, por mais que existam penalidades envolvidas. Mas, pensando na preservação da cultura popular e na língua portuguesa, uma professora logo começou a falar que a utilização dos estrangeirismos tinha que ser questionada e debatida e as pessoas deviam ter consciência dos usos. Embora ela tenha se posicionada de forma um pouco nacionalista demais, tentando dizer que o português brasileiro era castiço, a verdade é que a posição que ela tentava defender (um pouco desastradamente) fazia sentido. Será que nós temos consciência de todos os bombardeios culturais e das mudanças que sofremos com a globalização? Não deveríamos ser um pouco mais críticos?
Pois bem, faltou dizer que, enquanto política linguística, o fato de alguém saber falar inglês ou francês acaba sendo um diferencial excludente, porque em um país de desigualdades o acesso às escolas de línguas estrangeiras são diferenciados por classes sociais. Quanto à questão do acesso, e essa argumentação remonta às aulas do mestrado "Globalização e Saber Local", me refiro também ao fato de muitos alunos não entenderem muito bem qual a razão de se estudar inglês ou espanhol, por mais que esteja no currículo. Será que está faltando marketing para todos comprarem a idéia? Ou o marketing vai fazer com que o discurso seja meramente repetido (como já acontece), mas não necessariamente assimilado? Quais seriam as melhores estratégias para incluir e engajar alunos das mais diferentes perfis sócio-econômicos e culturais em atividades necessárias em um mundo globalizado?
Ficam as perguntas em aberto, para quem quiser elaborar o raciocínio. Eu ainda estou ruminando...
Yes, I speak! Oui, je parle! Si, yo hablo!
Publicado em 26/09/09 no blog Uma abelha ferro(o)u minha campainha
(http://abelhanacampainha.blogspot.com/)
Outro dia tive uma discussão sobre o uso de estrangeirismos na língua portuguesa, no meio de uma das minhas aulas de mestrado. A questão girava em torno um pouco do papel do linguista, da globalização e da multiplicação dos cursos de inglês. Até que chegamos no tal projeto de Lei do Aldo Rebelo (arquivado, ainda bem), que previa penalidades para os brasileiros que pronunciassem palavras de outras línguas que não o português, e as opiniões foram ficando um pouco mais aciradas.
Usar certas expressões é questão de poder. Falar outras línguas é questão de poder social, econômico e cultural. E, como língua em uso diz tudo como a forma como nos posicionamos perante os outros, eu estava mais do que certa de que cada usuário/falante tem liberdade para fazer da sua boca, da sua língua e da cara/face/persona social o que bem entender. Ninguém controla a boca alheia, por mais que existam penalidades envolvidas. Mas, pensando na preservação da cultura popular e na língua portuguesa, uma professora logo começou a falar que a utilização dos estrangeirismos tinha que ser questionada e debatida e as pessoas deviam ter consciência dos usos. Embora ela tenha se posicionada de forma um pouco nacionalista demais, tentando dizer que o português brasileiro era castiço, a verdade é que a posição que ela tentava defender (um pouco desastradamente) fazia sentido. Será que nós temos consciência de todos os bombardeios culturais e das mudanças que sofremos com a globalização? Não deveríamos ser um pouco mais críticos?
Pois bem, faltou dizer que, enquanto política linguística, o fato de alguém saber falar inglês ou francês acaba sendo um diferencial excludente, porque em um país de desigualdades o acesso às escolas de línguas estrangeiras são diferenciados por classes sociais. Quanto à questão do acesso, e essa argumentação remonta às aulas do mestrado "Globalização e Saber Local", me refiro também ao fato de muitos alunos não entenderem muito bem qual a razão de se estudar inglês ou espanhol, por mais que esteja no currículo. Será que está faltando marketing para todos comprarem a idéia? Ou o marketing vai fazer com que o discurso seja meramente repetido (como já acontece), mas não necessariamente assimilado? Quais seriam as melhores estratégias para incluir e engajar alunos das mais diferentes perfis sócio-econômicos e culturais em atividades necessárias em um mundo globalizado?
Ficam as perguntas em aberto, para quem quiser elaborar o raciocínio. Eu ainda estou ruminando...
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terça-feira, 17 de novembro de 2009
Alguns comentários sobre o Caderno Saber - Folha de São Paulo
A Folha de São Paulo lançou na semana passada uma seção especializada em educação , denominada Saber, a ser publicada toda segunda-feira junto do caderno de Cotidiano. Os primeiros textos ( " 7 mitos da educação" e "Verdade ou Mentira" de 09/11/09) foram um gesto ousado, porque fazem um revisão de 7 pontos tidos como principais para a mudança da Educação no Brasil e tentam desmistificá-los enquanto soluções práticas eficazes, pelo menos a curto prazo.
São eles (da forma como o jornal escreveu):
1) Só pagar melhor oprofessor já melhora o aprendizado
2) Melhorar a infraestrutura da escola tem impacto positivo no desempenho dos alunos
3) A Progressão Continuada contribui para piorar aqualidade do ensino
4) Cursos de reciclagem para professores ajudam a melhorar o ensino
5) Gastar mais com educação é suficiente para aumentar o aprendizado dos alunos
6) A escola não pode ajudar filhos de famílias desestruturadas
7) Sistemas de ensino apostilados tolhem aautonomia do professor
Em primeiro lugar, as escolhas lexicais do texto são totalmente inapropriadas. O aprendizado, por exemplo, é algo que pode ser piorado e melhorado como se pudessemos aumentar ou diminuir o volume. Parece algo estático, perdendo a dimensão da construção conjunta do conhecimento, do seu caráter processual e dialógico, que ocorre entre indivíduos com facilidades e dificuldades. O professor, nesse sentido, deveria ser somente um mediador do conhecimento e não uma autoridade no assunto, do qual os alunos não se aproximam e não conseguem expressar seus desejos e, ao mesmo tempo, as suas necessidades de aprendizagem.
Outro problema é a utilização do termo como "famílias desestruturadas", porque parte-se do pressusposto, de que existe um padrão de família correto, estruturado, normal e perfeito. Em um mundo plural como o contemporâneo, em que pais e mães separam-se, casam-se novamente e, pode acontecer, seu melhor amigo vira seu irmão de papel passado, é impossível pensar que exista um padrão. E, mais do que isso, é impossível pensar em uma escola que não cumpra seu papel na formação do cidadão, nesse caso, consciente das mudanças comportamentais e culturais do seu tempo em relação ao passado. Aceitar o próximo e a diversidade pode ser filosofia religiosa milenar, mas isso não quer dizer que não precise mais ser ensinada. Muito pelo contrário.
A discussão em torno dos aspectos financeiros tocou em quatro pontos importantes: salário de professor, reciclagem de professor, investimento estatal e infraestrutura. Embora elas sejam tidas como soluções ineficientes caso aplicadas isoladas, é importante pensar que a motivação do professor para realizar o seu trabalho depende (não somente, mas também) do respeito social em torno da sua profissão, cujo parâmetro atual perpassa o valor financeiro do seu trabalho. A reciclagem e a atualização dos seus conhecimentos está necessariamente levando em consideração a sua necessidade de acompanhar as mais recentes tendências, estimulando a reflexão constante sobre a sua prática e buscando soluções para o desenvolvimento dos alunos. A infraestrutura de uma escola deveria propiciar e incentivar os alunos à buscar conhecimento, saber. O mínimo, como a substituição das escolas de lata, proposta em projeto da prefeitura de São Paulo, deveria ser feito. Isso sem falar na implementação de computadores em áreas de fácil acesso, já que a internet tornou-se fonte de estudos e de informações globais. Obviamente que só o investimento financeiro não é suficiente, mas ele faz parte de um conjunto de ações necessárias.
Por fim, a utilização das apostilas pode ser um item facilitador da atividade do professor ao apresentar uma síntese de todos os conteúdos a serem trabalhados e propostas de atividades a serem desenvolvidas, contato que sejam utilizadas com parcimônia. Na sua sala de aula, o professor deve ter liberdade para trabalhar esses conteúdos da forma que lhe parecer mais conveniente, alterando por exemplo a ordem das aulas ou pulando algumas partes e exercícios considerados impróprios. Se a apostila for utilizada como algo complementar e não como uma muleta, ela pode auxiliar em muitos sentidos. Agora, tudo vai depender da forma como a instituição trabalha e redige a apostila, e cobra dos professores a sua utilização.
Caso alguém tenha alguma experiência positiva com apostilas e queira compartilhá-la, favor enviar e-mail para reflexoesensino@gmail.com. Eu também nãocomentei nada sobre progressão continuada porque ainda não tenho opinião formada, principalmente porque acho que cada caso é um caso. Se alguém quiser comentar algo ou contar o que acha, pode, além do email, postar um comentário abaixo!
São eles (da forma como o jornal escreveu):
1) Só pagar melhor o
2) Melhorar a infraestrutura da escola tem impacto positivo no desempenho dos alunos
3) A Progressão Continuada contribui para piorar a
4) Cursos de reciclagem para professores ajudam a melhorar o ensino
5) Gastar mais com educação é suficiente para aumentar o aprendizado dos alunos
6) A escola não pode ajudar filhos de famílias desestruturadas
7) Sistemas de ensino apostilados tolhem a
Em primeiro lugar, as escolhas lexicais do texto são totalmente inapropriadas. O aprendizado, por exemplo, é algo que pode ser piorado e melhorado como se pudessemos aumentar ou diminuir o volume. Parece algo estático, perdendo a dimensão da construção conjunta do conhecimento, do seu caráter processual e dialógico, que ocorre entre indivíduos com facilidades e dificuldades. O professor, nesse sentido, deveria ser somente um mediador do conhecimento e não uma autoridade no assunto, do qual os alunos não se aproximam e não conseguem expressar seus desejos e, ao mesmo tempo, as suas necessidades de aprendizagem.
Outro problema é a utilização do termo como "famílias desestruturadas", porque parte-se do pressusposto, de que existe um padrão de família correto, estruturado, normal e perfeito. Em um mundo plural como o contemporâneo, em que pais e mães separam-se, casam-se novamente e, pode acontecer, seu melhor amigo vira seu irmão de papel passado, é impossível pensar que exista um padrão. E, mais do que isso, é impossível pensar em uma escola que não cumpra seu papel na formação do cidadão, nesse caso, consciente das mudanças comportamentais e culturais do seu tempo em relação ao passado. Aceitar o próximo e a diversidade pode ser filosofia religiosa milenar, mas isso não quer dizer que não precise mais ser ensinada. Muito pelo contrário.
A discussão em torno dos aspectos financeiros tocou em quatro pontos importantes: salário de professor, reciclagem de professor, investimento estatal e infraestrutura. Embora elas sejam tidas como soluções ineficientes caso aplicadas isoladas, é importante pensar que a motivação do professor para realizar o seu trabalho depende (não somente, mas também) do respeito social em torno da sua profissão, cujo parâmetro atual perpassa o valor financeiro do seu trabalho. A reciclagem e a atualização dos seus conhecimentos está necessariamente levando em consideração a sua necessidade de acompanhar as mais recentes tendências, estimulando a reflexão constante sobre a sua prática e buscando soluções para o desenvolvimento dos alunos. A infraestrutura de uma escola deveria propiciar e incentivar os alunos à buscar conhecimento, saber. O mínimo, como a substituição das escolas de lata, proposta em projeto da prefeitura de São Paulo, deveria ser feito. Isso sem falar na implementação de computadores em áreas de fácil acesso, já que a internet tornou-se fonte de estudos e de informações globais. Obviamente que só o investimento financeiro não é suficiente, mas ele faz parte de um conjunto de ações necessárias.
Por fim, a utilização das apostilas pode ser um item facilitador da atividade do professor ao apresentar uma síntese de todos os conteúdos a serem trabalhados e propostas de atividades a serem desenvolvidas, contato que sejam utilizadas com parcimônia. Na sua sala de aula, o professor deve ter liberdade para trabalhar esses conteúdos da forma que lhe parecer mais conveniente, alterando por exemplo a ordem das aulas ou pulando algumas partes e exercícios considerados impróprios. Se a apostila for utilizada como algo complementar e não como uma muleta, ela pode auxiliar em muitos sentidos. Agora, tudo vai depender da forma como a instituição trabalha e redige a apostila, e cobra dos professores a sua utilização.
Caso alguém tenha alguma experiência positiva com apostilas e queira compartilhá-la, favor enviar e-mail para reflexoesensino@gmail.com. Eu também nãocomentei nada sobre progressão continuada porque ainda não tenho opinião formada, principalmente porque acho que cada caso é um caso. Se alguém quiser comentar algo ou contar o que acha, pode, além do email, postar um comentário abaixo!
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
O que raios é Linguistica Aplicada??
É muito comum as pessoas ficarem me olhando com cara de ué quando eu digo que faço mestrado em linguística aplicada ou quando eu tento explicar o que é que eu faço da vida. Algumas vezes eu faço piada e sigo em frente, outras eu tento explicar e me enrolo toda porque está estampado na cara do outro que não necessariamente ele quer saber ou acompanhar o raciocínio.
Mas vou tentar mais uma vez: Linguística Aplicada é uma ciência, uma área do conhecimento voltada para questões de usos da língua,educação . Todas as pesquisas desenvolvidas na área tem como ponto de partida um problema social (como o discurso constrói a realidade? como as pessoas se comunicam? como ensinar línguas, seja português ou qualquer língua estrangeira?) e a pretensão de chegar em alguma proposta para resolução desse problema.
Por ser transdisciplinar e dialogar com áreas como Filosofia, Antropologia e Sociologia, as pesquisas levam em consideração aspectos culturais e diferenças sociais relacionadas ao uso da linguagem nos seus contextos. O contexto seria, então, o espaço em que certas práticas sociais são realizadas. Está diretamente relacionado às variáveis: quem participa da interação, quem produz, a quem a comunicação é direcionada, como á mensagem é organizada para estabelecer a comunicação de forma eficaz e quais significados estão sendo compartilhados.
Será que deu para criar um quadro geral?
obs: Publicado em Uma abelha ferro(o)u minha campainha em outubro de 2009
Mas vou tentar mais uma vez: Linguística Aplicada é uma ciência, uma área do conhecimento voltada para questões de usos da língua,
Por ser transdisciplinar e dialogar com áreas como Filosofia, Antropologia e Sociologia, as pesquisas levam em consideração aspectos culturais e diferenças sociais relacionadas ao uso da linguagem nos seus contextos. O contexto seria, então, o espaço em que certas práticas sociais são realizadas. Está diretamente relacionado às variáveis: quem participa da interação, quem produz, a quem a comunicação é direcionada, como á mensagem é organizada para estabelecer a comunicação de forma eficaz e quais significados estão sendo compartilhados.
Será que deu para criar um quadro geral?
obs: Publicado em Uma abelha ferro(o)u minha campainha em outubro de 2009
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